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Da gestão da crise ao Estado capaz – Lições Aprendidas com a Pandemia do Sars-Cov2

  

A pandemia do novo coronavírus evidenciou um contexto bastante complexo que requer adaptações variadas nos diferentes setores sociais e da estrutura governamental, com repercussão para a gestão pública. 

O comércio mundial de bens e insumos médico-hospitalares, necessários para o enfrentamento da crise sanitária, ganhou uma dinâmica peculiar. Entidades estatais de todo mundo se depararam com poucos fornecedores globais de equipamentos de proteção individual, de testes de diagnóstico e de respiradores. A presença de empresas pouco confiáveis e a expressiva demanda levou a um quadro de competição com enormes distorções nos preços praticados. Governos diversos como o de Nova Iorque, da Bolívia e da Espanha foram acusados de corrupção, de malversação dos recursos ou de incompetência.

No Brasil, a necessidade de responder rapidamente ao problema, em um contexto de descoordenação nacional da Pandemia do Sars-Cov2, impôs às autoridades dos três níveis de governo expressivos limites técnicos, políticos e estruturais. O caso do Rio de Janeiro não é um ponto fora da curva. Nesse sentido, traz elementos que destacam problemas na capacidade de resposta da Administração Pública. 

É notável o trabalho de combate à corrupção realizado pelos órgãos de controle no Estado do Rio de Janeiro, levando à identificação dos responsáveis pelos casos flagrantes de desvios ocorridos recentemente. Reconhece-se que o Judiciário cresce na incapacidade dos demais Poderes em resolver os conflitos, muitos herdados das gestões passadas. Ainda, alguns dos instrumentos ampliaram a interferência dos órgãos de controle sobre o Poder Executivo, criando compromissos de difícil execução e limitando a sua capacidade de atuação. As demandas são ampliadas e aumenta-se a tensão diante da vigilância constante, sem discussão sobre as condições para a sua consecução. 

Em adição a esse quadro, a gestão pública fluminense possui especificidades que não podem ser ignoradas: as posições-chave da administração pública predominantemente ocupadas por indicações políticas; as limitações orçamentárias e financeiras (que, reforma após reforma, só tornam as escolhas do gestor cada vez mais limitadas); baixa credibilidade da administração junto aos fornecedores; sobreposição e fragmentação de legislações; uma estrutura administrativa ineficiente; e as recorrentes ordens judiciais. Todo esse conjunto limita a gestão pública a um exercício de resiliência diante do caos. 

Especificamente em relação à saúde pública fluminense, a priorização do modelo de gestão por Organizações Sociais (OS) se revelou equivocada, não logrando superar as fragilidades da estrutura estatal, conforme prometido na época de sua implementação. Ao invés de organizar, a contratação de OS fragmentou ainda mais a gestão do sistema de saúde, implicou em gastos mais altos e evidenciou a frágil capacidade institucional na regulação pública sobre essas instituições.

Esse conjunto gera um efeito perverso: cria uma expectativa de que a solução passe pela identificação da “pessoa certa”, moralmente incorruptível, tecnicamente capaz para resolver todos os passivos e com apoio político irrestrito. Além de pouca correspondência com a realidade, instaura-se uma distorção nas instituições públicas, criando a lógica do “supersecretário”, hipercentralizador e hierarquizador das decisões estratégicas. Esse ciclo fatigante de ilusões e frustrações com o novo “supersecretário” da vez impede o amadurecimento institucional.

Em uma situação crítica, há recuos por medo das implicações jurídicas e criminais atreladas “ao CPF do gestor”. Predominam a inação e o incentivo para que mal intencionados assumam os riscos associados às posições decisórias. A realidade acaba por impor forte dependência das ações dos antecessores e, por consequência, pouca flexibilidade para implementar soluções inovadoras e mais resolutivas. É um círculo vicioso negativo: os que ficam não são estimulados a agir e o estado crítico da gestão se arrasta; bons quadros não permanecem e tornam as instituições públicas ainda mais fragilizadas. 

Dessa forma, é preciso analisar os elementos centrais desse conjunto de problemas: (i) a falta de ferramentas para enfrentar passivos deixados por gestões anteriores; (ii) a pouca transparência sobre os processos decisórios e sobre as qualificações dos ocupantes dos cargos em comissão na Administração Pública; (iii) a pouca autonomia decisória para níveis tático-estratégicos da gestão; (iv) exagerado engessamento do orçamento público, tornando as possibilidades de investimento público bastante exíguas; (v) a inflação de normas confusas, conflitantes e defasadas, que não favorecem a inovação e a implantação de soluções rápidas em situações de emergência; (vi) a pouca confiança nas instituições decorrente dos sucessivos escândalos divulgados com espetacularização e que geram pouco aprendizado institucional para que tais práticas não se repitam; e (vii) o enfraquecimento do quadros próprios e concursados das Secretarias de Estado, que são cada vez mais ocupadas, de maneira geral, com alta rotatividade e baixa qualificação. Como resultado, quem acaba penalizada é a população, pela paralisia do Estado e pela inoperância das políticas públicas e da gestão governamental.

A despeito do cenário complexo, há caminhos possíveis para sair desse labirinto. Os consórcios de governos estaduais sobre área temáticas, como o caso do Nordeste e sua atuação conjunta contra a Covid-19, se revelaram promissores. A recente reformulação da Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro pode ajudar a implementar uma visão mais consequencialista na atuação dos órgãos de controle – de modo que o objetivo seja construir soluções. É preciso, ainda, construir um pacto público que una diversos atores da sociedade fluminense para que iniciativas sejam implementadas no intuito de preservar as vidas das pessoas e de mitigar os efeitos da severa crise econômica pela qual o estado passará – um pacto que supere a crise de legitimidade que atualmente se observa no estado. 

Outro ponto fundamental é o de valorizar e empoderar, colocando em posições de relevância decisória, as carreiras públicas. O estado do Rio de Janeiro possui carreiras de gestão, inclusive na área de saúde, ocupadas por pessoas tecnicamente qualificadas, que poderiam ajudar a construir soluções para a crise. Servidores de carreira em posições estratégicas de tomada de decisão não apenas mantêm a memória administrativa, como também compartilham o ônus da decisão com o Secretário – enfraquecendo a necessidade de se ter um “supersecretário” e fortalecendo as instituições públicas. 

Para que os problemas estruturais sejam superados e se possa salvar vidas é  preciso que não se foque apenas em punir, mas sim em apoiar boas práticas. Aprender com os erros e fomentar a implementação de soluções inovadoras são os caminhos de aperfeiçoamento da gestão pública fluminense e da construção de um Estado com maior capacidade institucional. 

É desejável implementar mecanismos que diminuam a discricionariedade na atribuição das remunerações dos cargos de livre provimento. Isso diminuiria os espaços para exercer poder arbitrariamente e a politicagem mesquinha que apequena as instituições, além de reforçar a impessoalidade e permitir que as remunerações sejam compatíveis com a responsabilidade da função. Além disso, é importante que se busque reequilibrar os espaços para a coexistência entre a técnica, a política e a participação social. Ainda, é importante aprofundar a transparência nas nomeações e nas funções exercidas pelos ocupantes de cada cargo de confiança e suas respectivas remunerações, de modo a evitar inadequação entre as atribuições e as qualificações do nomeado. 

Sindicatos dos Gestores Públicos do Estado do Rio de Janeiro – GESTRIO

NOTA PÚBLICA – TELETRABALHO CONTRA O CORONAVÍRUS COVID-19

Considerando que as boas práticas de trabalho remoto no serviço público têm gerado benefícios para a Administração Pública e a sociedade, aumentando a qualidade de vida dos servidores e reduzindo custos de aluguel, energia e transportes, evidenciadas pelo Teleworking Enhancement Act nos EUA, além das experiências brasileiras do TCU (Portaria TCU Nº 100/2019), do TST (Resolução CNJ nº 227/2016) e da CGU (Portaria 1.242/2015);

Considerando que é função do líder, dentre outras, zelar pelo bem estar da equipe e das pessoas ao seu redor, contribuindo para aumentar o equilíbrio e a eficiência pública, conforme previsto no art. 37 da Constituição da República;

Considerando que a implantação de sistemas de processo eletrônico no setor público, como o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), e a existência de ferramentas online gratuitas de produção de texto, troca de mensagens e realização de reuniões tornam o local de trabalho menos relevante;

Considerando a publicação do Decreto Estadual nº. 46.973 de 16 de março de 2020, que reconhece a situação de emergência na saúde pública do Estado do Rio de Janeiro em razão do novo coronavírus COVID-19 e adota medidas de enfrentamento à propagação do vírus;

Considerando que o art. 7º do Decreto determina a redução em 50% (cinquenta por cento) da capacidade de lotação de ônibus, barcas, trens e metrô, evidenciando o objetivo do Governo de evitar ao máximo a circulação de pessoas, privilegiando o deslocamento de profissionais de saúde e trabalhadores que prestam serviços essenciais;

Considerando que o art. 3º do Decreto estabelece que “o servidor público deverá exercer suas funções laborais, preferencialmente, fora das instalações físicas do órgão de lotação, em trabalho remoto – regime home office -, desde que observada a natureza da atividade, mediante a utilização de tecnologia de informação e de comunicação disponíveis”;

O Sindicato dos Gestores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Gestrio) recomenda que seja adotado o regime de teletrabalho irrestrito em todos os órgãos e entidades públicas do Estado, não apenas o esquema de revezamento em escalas de trabalho, garantindo a proteção da saúde dos servidores e da população, e respeitando a manutenção dos serviços essenciais ao enfrentamento da pandemia.

Rio de Janeiro, 17 de março de 2020

Diretoria Colegiada do GestRio

Sindicato dos Gestores Públicos do Estado do Rio de Janeiro – GestRio

Lançamento da Frente Ampla pelas Carreiras de Gestão do Estado

Ocorreu na tarde da última quinta (dia 5 de dezembro), no auditório da Assembléia Legislativa, o lançamento da Frente Ampla pelas Carreiras de Gestão do Estado, com o objetivando o fortalecimento e valorização das carreiras.

Presidida pelo deputado Carlo Caiado (DEM), a Frente é composta pelos deputados Márcio Pacheco (PSC), Tia Ju (PRB), Eliomar Coelho (PSOL), Martha Rocha (PDT), Luiz Paulo (PSDB), Rodrigo Amorim (PSL), Lucinha (PSDB) e Waldeck Carneiro (PT).

Com auditório lotado, o evento contou com a presença do presidente da Frente, lideranças das diversas carreiras da área de gestão do Estado, como a representante dos Auditores de Controle Interno, Regina Célia, e o coordenador da Rede Pró-Rio, Bruno Sobral. Os participantes trouxeram quadros expositivos do momento enfrentado pelas diversas áreas do funcionalismo público, demandas e projeções das metas e desafios a ser enfrentados.

O presidente da GESTRIO, Leandro Damaceno, destacou que as carreiras de Gestão foram criadas pela lei 5355/2008, e tinha como cerne a profissionalização e o fortalecimento da gestão pública, através de quadros funcionais efetivos capacitados e que pudessem produzir políticas públicas de qualidade e que perduradsem ao longo do tempo. Nesses quase dez anos de existência desde a posse da primeira turma, no início de 2010, os gestores consolidaram-se como uma importante força de trabalho no Estado, atuando em postos-chave da Administração Estadual direta, mudando rotinas, processos de trabalho e implementando políticas inovadoras visando maior eficiência, melhores resultados e impactos positivos na prestação do serviço público.

Após as explanações ocorreu debate, onde alguns servidores trouxeram suas experiências e ideias no sentido de aumentar efetividade das ações futuras.

Por fim, a Frente comprometeu-se a se engajar em prol da defesa das carreiras de gestão, notadamente em temas como realização de novos concursos e efetivação de promoção e progressão, além de temas da gestão pública estadual, como transparência de dados públicos, melhoria da qualidade do gasto e maior eficiência na gestão governamental.

Os objetivos da Frente Parlamentar traçados são:

I – Ampliação da eficiência na gestão governamental estadual;

II – Implementação da transparência dos dados públicos e governo aberto;

III – Fortalecimento das carreiras ligadas ao ciclo de políticas públicas e à gestão governamental, com recomposição remuneratória dos vencimentos;

IV – Garantia de implementação, dentro do prazo, das etapas de evolução funcional das carreiras ligadas ao ciclo de políticas públicas e à gestão governamental;

V – Estímulo à capacitação e profissionalização dos profissionais pertencentes às carreiras ligadas ao ciclo de políticas públicas e à gestão governamental;

VI – Realização de concursos para as carreiras ligadas ao ciclo de políticas públicas e à gestão governamental.

Lançamento da Frente Parlamentar em defesa das carreiras de Gestão do Estado do Rio de Janeiro

Prezados colegas,

A GestRio convida para o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Carreiras de Gestão do Estado do Rio de Janeiro.

O evento marca o fortalecimento das carreiras e da gestão pública, possibilitando melhores serviços para a população fluminense.

Se você é membro destas carreira ou se interessa pelo fortalecimento da gestão pública estadual, a hora é essa!

Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Carreiras de Gestão do Estado do Rio de Janeiro
Data: 05/12/2019, das 13h30 às 15h
Local: Auditório do prédio anexo da Alerj, 6o andar (Praça XV, sem número, nos fundos do Palácio Tiradentes).

É fundamental que os interessados na melhoria da gestão pública lotem o auditório!!!

Esperamos vocês lá!

Nova diretoria colegiada da GestRio toma posse

Tomou posse no último dia 23 de setembro a nova diretoria, cujo mandato vai dos anos de 2019 a 2022. Composta por:

Presidente

Leandro Galheigo Damaceno – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental

Vice-presidente

Henrique Sant’Anna Dias – Especialista na Gestão de Saúde

Diretoria Administrativa e Financeira

Marcelo Pereira Haddad – Analista de Planejamento e Orçamento

Diretoria Jurídica e de Articulação

Titular – Marta Henriques de Pina Cabral – Especialista na Gestão de Saúde

Diretoria de Comunicação

Titular – Wagner Gaspar da Silva – Especialista em Previdência Social

Suplente – Gismália Luiza Passos Trabuco – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

O novo colegiado tem o seguinte plano de trabalho:

* Dar continuidade às ações judiciais e administrativas de fortalecimento da GestRio, das carreiras representadas e dos seus associados;

* Avançar na institucionalização das atribuições sindicais da GestRio;

* Fortalecer a política de comunicação interna e externa, com destaque para a construção de uma nova página eletrônica e melhorias dos perfis da GestRio nas redes sociais;

* Discutir e propor diferentes formas de valorização das carreiras de gestores públicos, em termos de qualificação profissional, recomposição de quadros, melhores condições de trabalho e remuneração;

* Participar de redes de pesquisa, em especial a Rede Pró-Rio, contribuindo com a produção do conhecimento em gestão pública;

* Firmar, quando oportunas, parcerias com instituições acadêmicas, científicas, sociais, bem como com outras associações representativas;

* Colaborar com a Frente Parlamentar Assembleia Legislativa do Estado do Rio em Defesa das Carreiras de Gestores Públicos;

* Manter diálogo profícuo com Alerj, bem como as demais instâncias do governo, preservando o caráter suprapartidário da GestRio.

Assembleia Geral Ordinária do GESTRIO

Prezados filiados,

O GESTRIO convoca seus filiados a participar da Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá no dia 27/06/2019 (quinta-feira), às 18h em primeira chamada, na Av. Presidente Wilson, 231, 14º andar – Centro. Para entrar no edifício, é preciso informar na recepção que é do GESTRIO e que está indo para o escritório da Unioffice.

A ordem do dia será:

1. Assuntos Gerais
2. Adesão do GESTRIO à Rede Pró-Rio
3. Progressão e promoção
4. Prestação de contas do exercício de 2018
5. Eleições

Solicitamos que aqueles que irão participar da Assembleia nos avisem sobre a sua participação até às 17h do dia 26/06, uma vez que precisamos informar à recepção do edifício quais serão os participantes da reunião.

Atenciosamente,

Diretoria Colegiada do GESTRIO

GESTRIO participa da CPI da Crise Fiscal para debater Lei Kandir

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A GESTRIO participou da audiência pública sobre Lei Kandir realizada no dia 18/03/2019, durante os trabalhos da CPI da Crise Fiscal. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga a crise fiscal no estado, discutiu a compensação financeira que o Rio de Janeiro deve receber da União devido à aplicação da Lei Kandir (LC 87/96).

A norma estabeleceu o ressarcimento aos estados afetados por desonerações do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de produtos produtos primários. Estima-se que o Rio de Janeiro acumule perdas de R$ 50 bilhões.

Estiveram presentes o líder da bancada federal do Rio de Janeiro, Hugo Leal (PSD), e representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), é essencial que a Lei Kandir seja regulamentada para evitar perdas futuras de arrecadação durante o período de crescimento da produção do pré-sal no estado. “As perdas com as exonerações da Lei Kandir já chegam a R$ 4 bilhões por ano e precisam passar a ser efetivamente compensadas, já que serão cada vez maiores com o novo impulso na exploração do pré-sal”, comentou.

A presidente do GESTRIO destacou a importância de se discutir não apenas os valores devidos a título de passivo, mas também – e principalmente – o percentual que estabelecerá o quanto será passado a título de compensação para o Estado do Rio de Janeiro tão-logo o projeto de lei seja aprovado pelo Congresso Nacional. O percentual atualmente definido pelo PLP 511/2018 traz, na visão da presidente do GESTRIO, um percentual equivocado, por ter sido estipulado utilizando critérios que prejudicam sobremaneira o ente estadual fluminense.

Assista a íntegra da fala da presidente do GESTRIO no vídeo disponível abaixo:

Íntegra da fala da presidente do GESTRIO na CPI da Crise Fiscal

Íntegra da audiência pública realizada no dia 18/03/2019

Governadores e Maia reabrem debate sobre Lei Kandir

A GESTRIO segue acompanhando o tema e trazendo contribuições para o governo do Estado discutir as compensações que lhe são devidas.

GESTRIO participa do Seminário Planejamento e Orçamento organizado pelo TCE-RJ

A GESTRIO participou do Seminário Planejamento e Orçamento Público, organizado em 14/03/2019 pelo TCE-RJ. Contando com a participação do vice-presidente e corregedor-geral do TCE-RJ, conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento; do controlador-geral do Estado do Rio de Janeiro, Bernardo Cunha Barbosa; da presidente do Sindicato dos Gestores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (GESTRIO), Ana Paula Vasconcelos; da secretária-geral de Controle Externo do TCE-RJ, Talita Dourado Schwartz; e da conselheira-substituta do TCE-RJ Andrea Siqueira Martins, a mesa de abertura trouxe perspectivas importantes para a gestão pública estadual.

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Em sua página institucional, o TCE-RJ apresentou um breve resumo sobre os principais temas trazidos pelos palestrantes do evento. A íntegra da notícia pode ser acompanhada no seguinte link: https://www.tce.rj.gov.br/imprensa/noticias/-/asset_publisher/Q26T6gyWWL2s/content/crise-financeira-dos-estados-brasileiros-e-debatida-no-tribunal-de-contas. A íntegra de todas as palestras podem ser conferidas no Youtube, neste vídeo: Íntegra do Seminário. Destaca-se, abaixo, as principais informações destacadas pelo TCE-RJ no evento.

Na primeira palestra, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, Dóris Coutinho, proferiu a primeira palestra do dia, com o tema “A Inópia Fiscal Brasileira e o Papel dos Tribunais de Contas: aposta no modelo institucional para superação da crise”.

Um dos problemas que dificultam a compreensão da real dimensão da crise, segundo ela, é a contabilidade criativa adotada pelas unidades federativas e pela própria União. “Temos um quadro de irrealismo orçamentário, com profusão de manobras e contorcionismos que criam fábulas financeiras”, descreveu Dóris. Para combater este mal, acredita a conselheira, a direção a ser tomada não pode ser outra senão aquela que ressalta o papel das instituições na busca por soluções. “Devemos apostar nas instituições que construímos árdua e democraticamente, aí incluídos os Tribunais de Contas, e na parceria entre todos os órgãos de controle.”

Presidente do Instituto Pereira Passos e doutor em Planejamento Urbano e Regional, Mauro Osório reconheceu que ainda há muito que se progredir na gestão pública, mas fez uma avaliação otimista dos avanços conquistados no Brasil ao longo do seu processo de redemocratização. Em sua palestra, intitulada “Planejamento Público e Desenvolvimento Econômico, Tecnológico e Social: desafios para o Estado do Rio de Janeiro”, o economista destacou que instituições como Polícia Federal, Receita Federal e o Ministério Público, ao qual foi dada plena autonomia, se fortaleceram muito.

Osório também salientou o fato de que, no seu entender, os gestores do Rio de Janeiro, por conta do passado da cidade como capital da República, pensam muito os problemas nacionais, mas pouco os regionais e locais. “Esta falta de reflexão nos leva a erros de diagnóstico e equívocos nas estratégias”, apontou, antes de apresentar dados variados sobre a economia fluminense e o seu desempenho em relação a outros estados brasileiros. Para encerrar o período da manhã do evento, o analista de Controle Externo do TCE-RJ Leandro Santos mediou uma sessão de perguntas da plateia aos dois palestrantes.

Na parte da tarde, o evento teve início com a palestra ‘Federalismo Fiscal e Dívida dos Estados’, capitaneada por Andrea, que celebrou a oportunidade de debater Planejamento e Orçamento Público, também temas de sua tese de Mestrado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Será que todos os Estados adotaram uma gestão fiscal irresponsável?”, questionou.

Andrea navegou pelos motivos que levaram alguns estados brasileiros ao atual nível de insustentabilidade financeira. “O federalismo fiscal é o cerne do problema. Estados tem que dar conta de Saúde, Educação e Segurança Pública e ao mesmo tempo as receitas tributárias, incluindo as transferências, não são suficientes para fazer frente a esses gastos”, analisou.

Ao palestrar sobre “Responsabilidade Fiscal e Políticas Públicas”, Gustavo da Gama, que é doutor em Direito Público pela Uerj, destacou a tensão existente entre as duas ideias. “Alguns entendem que a Responsabilidade Fiscal é uma inimiga das Políticas Públicas”. Apesar de ter chamado a atenção para a compatibilização constitucional dos dois termos, um dos exemplos apresentados dessa relação conflituosa foi a superestimava de receitas pelo Legislativo e Executivo. Segundo Gustavo extrapolar a previsão de arrecadação e repasses “é um dos grandes problemas orçamentários que nós temos”, o que “não é interessante á luz da responsabilidade fiscal e pode comprometer a política pública, já que na hora da execução orçamentária é preciso fazer um contingenciamento”.

A GESTRIO continua participando de eventos que discutam temas relativos à gestão governamental estadual e atinentes às políticas públicas, sempre à disposição para divulgar novas ideias.

 

GESTRIO participará do seminário Planejamento e Orçamento Público no TCE-RJ no dia 14/03/2019

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A GESTRIO participará do seminário Planejamento e Orçamento Público, a ser realizado no dia 14 de março,  das 9h às 17h na sede do Tribunal de Contas do Estado. Debatendo temas como federalismo fiscal e a dívida dos estados, planejamento público e desenvolvimento econômico, responsabilidade fiscal e políticas públicas e planejamento, controle e qualidade do gasto público, o seminário trará contribuições importantes para a gestão pública estadual.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link: https://www.tce.rj.gov.br/web/ecg/todos-destaques/-/asset_publisher/gw5ZyT3JGkOP/content/seminario-tce-rj-2019-planejamento-e-orcamento-publico

Aguardamos vocês lá!

GESTRIO participa do evento Agenda de Futuro do Fórum Permanente de Desenvolvimento da ALERJ

Programação

O Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Alerj realizará o evento Agenda de Futuro no dia 17 de dezembro, das 9h30 às 14h30, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho. Na reunião extraordinária, presidentes das entidades que compõem o Fórum, incluindo o GESTRIO, irão discutir as prioridades para a retomada do crescimento econômico do estado do Rio. O governador eleito, Wilson Witzel, e diversos deputados, da atual e da próxima legislatura, já confirmaram presença.

O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas clicando aqui: http://www.bit.ly/AgendaDeFuturo

Na primeira parte do evento, mais de 30 presidentes de instituições que integram o Fórum apontarão as providências que não poderão estar fora da pauta do Poder Legislativo nos próximos quatro anos, e apresentarão propostas relacionadas às suas áreas de atuação, consideradas estratégicas para o desenvolvimento do estado, entre elas: educação e empreendedorismo, inovação, planejamento e gestão, turismo, gastronomia, transporte e logística, cooperativismo, engenharia e saneamento.

O segundo momento da programação será voltado para a apresentação de painéis, e será aberto pelo idealizador do portal e-Democracia de participação social da Câmara dos Deputados e fundador do Laboratório Hacker, Cristiano Ferri. O profissional, que é gestor de projetos ligados à transparência, vai mostrar como a inovação pode ser uma aliada do Parlamento ao promover maior interação com a sociedade, e como a Alerj pode trazer essa experiência para o seu dia a dia.

Em seguida, outros palestrantes convidados abordarão temas relacionados aos desafios e às oportunidades da Região Metropolitana e dos setores do Turismo, Concessões e Logística e de Óleo e Gás no estado.

Aguardamos vocês lá!

PlanejaRIo

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